Uma idade das trevas, onde apenas minha alma vive. Um mundo obscuro, isolado, onde a solidão reina completa. A luz já não me alcança, minha voz já não é ouvida, minha vida se tornou, apenas, uma fagulha de esperanças neste mundo. Enterrado estou, numa depressão profunda, numa tristesa sem fronteiras, me afogando em lágrimas de meu próprio sofrimento.
Vida! Vida! Chamo-te vida, ouça meus gritos, ouça meu clamor, lhe pergunto: Isto é o que reserva para mim? Este é meu fim? Responda!
...
...
...NÃO!
Eu não aceito, não me submeto a isto. NÃO! Eu serei apenas quem sou, eu serei EU, mesmo que preconceitos me assombrem, mesmo que a sociedade me humilhe, não desistirei de viver a vida que quero viver, não desistirei de meus desejos e de minhas ambições, não derramarei meu sangue por você vida, injusta vida.
Eu traço meu próprio caminho, seja por terra ou por mar, por prazer ou pela dor, meu destino eu quem crio e eu quem sigo.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Vivo nas trevas?
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
A Incapacidade...

Era confuso quanto um pesadelo...
Mas me fazia sorrir as vezes...
Me lembro bem de sua voz triste... Perdida... Vinha de dentro, devagar, enlouquecendo...
Transformando...
E então meu mundo se congelava...
A voz doce soava como um trovão e de repente sumia...
Sumia...
Era estranho o meu modo de sentir esse momento...
Eu estava voando, e logo depois, estava na chuva.
Vendo meu mundo desabar, e ser levado água abaixo...
Tudo que eu guardei bem no fundo, e tranquei com a sua presença...
Vazava e escorria...
Trilhava caminhos modificando a pele...
A vida...
Agora estou triste, esgotado... E não sinto mais nada...
Acostumado com isso que você vê... Eu não me importo...
O que acontece dificilmente me preocupa...
Esperando que o vento traga de volta tudo que eu sinto falta... E leve com ele toda essa incapacidade...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Solidão
ganancia.
Sozinho em um banco no parque, penso no passado,
tento no tempo encontrar refugio para as dores que sinto.
Sinto dores de trabalho, dores de esforço, dores de alma,
dores de doces momentos.
Minha vida se entrelaça com minha morte, onde já passa
uma rua já passou um rio. Onde passava meu rio hoje já está
seco.
Onde antes ficava meu coração, minha coragem, hoje não
é nada mais que um profundo poço de rancores...
Minha vida se entrelaça com minha morte, sinto
novamente as dores, vejo pessoas que não me percebem,
há, elas não sabem por o que passei para chegar aonde
estou. Boa pergunta, onde estou, o que me tornei?
Sentado em um banco , olhando almas vazias passando,
desvairada minha cabeça, minha mente retorna a anos atrás,
quando eu ainda não sentia a mais forte e profunda de
minhas dores, a solidão...
domingo, 24 de fevereiro de 2008
A garotinha...
A Garotinha....
Me lembro do dia em que abri os olhos e encontrei tudo arrumado... Diferente de quando os tinha fechado. O antigo cinza escuro não existia mais. O que estava ali diante de mim... era ela...
Então a chamei de ‘minha garotinha’...
Ela estava tão bela...
Seu vestido amarelo cheio de flores a cobria até os joelhos. Seus olhos avermelhados e molhados, estavam fixos em direção a janela, de onde vinha um feixe de luz o qual eu nunca tinha visto antes...
Seus cabelos compridos, castanhos, batendo nos ombros, estavam bagunçados, lindos...
Nunca estive tão próximo de tamanha beleza. Ela era minha garotinha... Minha eterna garotinha...
Poderia Ter passado toda minha vida apenas à admira-la... Mas com o passar do tempo, ela foi se tornando rebelde....
Uma vez a peguei tentando fugir pela porta dos fundos.
Não tive escolha... Ela estava tentando se afastar.... Queria me deixar e se arriscar no mundo lá fora. Eu não poderia permitir... Ela era minha e de mais ninguém...
Então a arrastei até o nosso velho quarto e a tranquei. Ela não compreendeu que era para o seu próprio bem...
Se tornou ainda mais rebelde...
Minha garotinha perdeu completamente seu brilho... Seus olhos avermelhados enegreceram... Seu vestido amarelo desbotou junto com suas flores... Sua delicadeza se transformou em uma brutalidade que me assustava cada vez mais...
Nosso amor estava morrendo...
Nossos dias eram, em sua maioria, calmos e silenciosos. Estavam se tornando barulhentos e agitados. E o nosso encanto estava se perdendo...
Ela que tanto me alegrava, agora, estava me deixando tão triste...
Subversiva... Ela se tornou o maior dos meus problemas...
Me senti cansado. Então fechei meus olhos...
Quando os abri, tudo estava calmo novamente. O cinza escuro havia retornado e a casa parecia vazia... Me lembrei da minha garotinha e fui até o nosso velho quarto.
Ao entrar, encontrei tudo destruído. Ela estava deitada no canto, sua cabeça encostada na parede... Parecia bem. Mas estava mudada...
Seu olhar estava perdido no tempo. E o vermelho antigo de seus olhos, agora estava fluindo de sua garganta...
A chamei várias vezes... Mas ela não respondia. A cutuquei várias vezes...Mas ela não se movia. Imaginei que ela estivesse descansando... Resolvi esperar...
Tanto tempo se passou e ela continuava lá...O vermelho dos seus olhos se espalhou pelo chão ,e agora, sua pele estava pálida e seu corpo sem vida... Tranquei nosso velho quarto, e me pus a chorar...
Ela simplesmente deixou de existir...
Se foi, se foi sem deixar vestígio... Se foi...
Você sabe como é viver com isso? Sabe como é se sentir assim?
A única que me entendia se foi...
E eu estou tão cansado... Com fome... Solitário e cinza como antes...
(Frail Limb Nursery)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
“No dia triste de outubro
A chuva cai sem sentido
Em dias ruins de sentir saudade
De um ego que vem tinindo
Como um pássaro com sua asa retorcida
Em pobres dias de outubro...
É outubro... Veio com maus benefícios psicológicos
Climas ruins de viver com seus próximos
Mas uma coisa ele tem de bom de presenciar
A existência da pobre reflexão de um espelho que só em outubro existe...
César Augusto (Rasec)
